Neste ano de 2016 a cidade do Rio de Janeiro foi sede do maior evento esportivo do mundo, os jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Durante todo o evento, dentro da Vila Olímpica/Paralímpica, foi montado uma Policlina de atendimento medico com várias especialidades. Voltada a atletas e membros das delegações, a Policlínica funcionou das 7h às 23H, durante todo o período das competições. O Grupo H.Olhos foi responsável pelo atendimento oftalmológico e o Instituto Verter ficou incumbido de gerenciar a parte operacional e o voluntariado.

A área de oftalmologia do H.Olhos nos Jogos Olímpicos Rio 2016 encerrou o atendimento em 24 de agosto, totalizando 2.470 consultas. O número superou a marca de Londres, em 2012, onde foram realizados cerca de 1.400 atendimentos. Outro recorde superado foi a doação de óculos de grau.  Cerca de 70% dos atendimentos realizados estavam relacionadas à refração. Foram 2.028 óculos entregues, mais que o dobro em relação à última edição do evento, além de 122 solares com grau e 160 lentes de contato. Nos jogos Paralímpicos no Rio também tivemos números excelentes, foram 1.177 atletas atendidos e 880 óculos doados, enquanto em Londres foram 870 atendidos e 662 óculos doados.

“Atendemos pessoas de mais de 100 países. Cuba, Venezuela, Ucrânia e Angola foram os que mais procuraram os serviços disponibilizados, sendo que alguns pacientes nunca tinham visitado um oftalmologista. Com essa iniciativa, asseguramos o bem-estar e promovemos a saúde ocular para um expressivo número de pessoas envolvidas nos jogos as quais, por serem atletas ou envolvidos com o esporte olímpico, esperávamos não apresentarem tamanha necessidade. Nossos voluntários foram fantásticos e fizeram o melhor para atender a todos que nos procuraram”, comenta Rodrigo G. Viana, Gestor de Responsabilidade Social e Pesquisa do Instituto Verter.

“Eu não fazia ideia do que esperar e de quão legal seria  essa semana no rio. Trabalhei muitíssimo, atendi mais de 100 pessoas de todo o mundo e descobri que minha vida é muito boa! Que mesmo com todos os problemas e as nossas tristezas, nosso saldo é incrivelmente positivo. Atendi um atleta da Algeria que estava competindo como cego, por que nunca passou num oftalmo. O chefe da delegação do Iraque trouxe 2 atletas (medalhistas!) e começou a chorar quando falou que outros dois não puderam vir, por que tiveram suas famílias sequestradas pelo isis. Atendi uma atleta albina de Moçambique que nunca usou óculos de sol e tem a pele toda queimada por que não tem acesso a protetor solar. E o mais legal é que TODOS estavam incrivelmente gratos e muitíssimo felizes por poderem ser atendidos,E eu, que não ganhei nem um real, voltei incrivelmente mais rico do Rio”. – Dr Bruno De Luca (Medico voluntario)

Nosso agradecimento aos 200 funcionários do Grupo H.Olhos e voluntários do Instituto Verter, que dedicaram tempo, amor e carinho para cuidar, com excelência, da visão dos atletas e delegações nesse período de competições.

 

 

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